Segunda semana no Canadá

Nossa segunda semana na cidade de Toronto começou um pouco fria pela manha e nublada à tarde. Pela manha os alunos foram às aulas, mas com certeza pensando no programa do final da tarde: a visita a CN Tower. Reunimos-nos na frente do prédio da escola para sair em grupo até o nosso destino e foi assim que percebemos que o grupo estava muito maior do que imaginávamos: éramos 28 dentro de mais de 100 pessoas. Como os meios de locomoção aqui são práticos, o professor da escola explicou que tomaríamos o metro e apos faríamos uma caminhada de apenas 10minutos até chegar à CN Tower. Assim procedemos e foi bem interessante (para não dizer hilário) a forma como o professor tentava agregar o grupo.

Nosso grupo chegou lá com todos os devidos participantes, já quanto aos outros grupos, não posso dizer o mesmo, afinal, sobraram alguns ingressos na Mao do organizador. Apos a espera pelos tickets, foi a vez de enfrentar as filas na entrada… pareceu-me que metade das pessoas em Toronto resolveu visitar esse ponto turístico no mesmo dia que nos… mas, nada melhor do que a espera com bom humor… cada pessoa deveria passar por um detector de metais, que me contaram depois, assoprava ar… digo deveria porque eu estava no grupo dos sortudos: usamos uma porta lateral, mais rápida, apenas com um detector manual. Já meu amigo Andre não teve a mesma sorte e acabou ficando mais para o final… q interessante, ele também já havia sido sorteada na chegada a Toronto para uma entrevista ais acurada na imigração… será apenas mais uma coincidência?

Quase na entrada do elevador, fomos premiados com uma foto, daquelas que são tiradas para depois você escolher se quer ou não… bem, estávamos entre quatro pessoas para registrar para a posteridade e o preço informado foi 23 dólares para três fotos… como não sabíamos quem ficaria sem, resolvemos não pegar… nada a ver com o preço, e claro…

Finalmente a porta do elevador abriu e pudemos entrar, acho q mais de 15 pessoas… dando inicio a subida, a moca passou-nos algumas informações, tão rápidas quanto em baixo tom de voz. Melhor mesmo e ficar observando a subida pelas paredes com vista para for a, pois são feitas de vidro…

A primeira parada nos levou ao ponto em que pudemos observar muito bem a cidade e foi uma pequena que o dia estava nublado: dizem que em dias bons, pode-se ver até as Cataratas do Niágara… penso que alguns gostariam de matar a saudade delas… Uma volta para cá, fotos, uma volta pra lá, fotos, mais fotoso… fotos. E fotos! Só de curiosidade, fomos xeretar no menu do restaurante que ali se encontra. Levando em consideração a localização do mesmo, os preços nem eram tão salgados assim. Depois descemos um pouco e apreciamos a vista de uma parte que eles dizem ser aberta… até e, mas ha grades cercando qualquer possibilidade de alguém tentar ficar famoso ali… estava um pouco frio e umas gurias já conseguiram encontrar outro brasileiro que, ali mesmo, tentou explicar um lugar com lojas baratas… Eta gurias consumistas!

Para finalizar este passeio fomos para a área chamada glass floor, ou seja, o chão de fato permite ver o solo centenas de metros abaixo de nossos pés… não pulamos, mas registramos o momento com nossas câmeras.

Um novo momento de esperar em linha para pegar o elevador, que nos leva diretamente as lojas de presentes, sem segundas intenções, e claro; porque na verdade, elas são diretas demais, seriam com primeiras intenções. Olhei, olhei, olhei e... Olhei… infelizmente, resolvi sair de lá apenas com as fotos.

Terça feira foi o dia do city tour... Um desapontamento para alguns… aparentemente eu teria sugerido que seria de ônibus… a noticia de que seria a pé não foi muito bem recebida… assim, perdemos alguns para outras atividades… natural e tranquilamente… os que foram fizeram uma caminhada (quase uma corrida) de mais ou menos 2 horas pelo centro da cidade. Começamos com o prédio do Hockey Hall of Fame que, conforme nossa guia, tenta de fato provar que o esporte nacional foi criado por canadenses. Depois seguimos para estação de trem, a Union Station, prédio bonito, de arquitetura singular. Seguimos em direção ao prédio que foi o primeiro correio da cidade e que ainda possui uma das paredes originais. Seguimos em direção ao Harbourfront, vimos algumas ilhas e balsas e, barcos particulares fazendo o transporte, visto que ha greve generalizada na cidade de Toronto. Alias, este e um aspecto que esqueci de mencionar na primeira semana. Ficamos muito surpresos ao chegar aqui, ver ruas muitos limpas (se comparadas a outros países) e descobrir que os lixeiros estão em greve.

Alias, não só eles como todos os funcionários públicos municipais. Por conta disso, alguns pontos turísticos estão fechados, como a Casa Campbell, Fort York, que são gerenciados pela administração publica. Mas, voltando ao assunto anterior, olhando as fotos, vocês conseguiriam imaginar que ha greve de lixeiros aqui??? No way!

O pior acontecimento do dia, pelo menos para mim, foi a ida da minha câmera fotográfica ao chão…. E vocês querem saber mais? Ela quebrou. É um absurdo, eu sei, mas o que posso fazer?

Quarta feira foi o dia de praticar a mira, o dia de colorir os colegas. Os que foram tiveram de 3 a 4 horas de animação. Contaram que foi tão divertido quanto cansativo, mas aproveitaram muito. Difícil foi saber se as manchas no corpo no dia seguinte tinham mesmo sido causadas pelas bolinhas do paintball… I hope so… quem não foi nessa atividade divertiu-se indo as lojas. Alguns se deslocaram a um shopping center distante da cidade, Vaughan Mills, e disseram que vale a pena conhecer, especialmente se você e ligado em marcas. Outro grupo (no qual me inclui) foi bater perna no Eglinton Tower Square, um aglomerado de diferentes lojas, inclusive com mercado de pulgas. Que canseira! Terminar o dia com um chimarrão, um bom papo com a hospedeira do Andre e seu cachorro foi relaxante.

Na quinta feira foi o dia do Bata Shoe Museum, que poucos foram, na verdade, porque a maior atração foi o jogo de baseball. Este por sinal duplicou-se em brincadeiras com cachorros no mesmo parque do jogo. Alguns disseram que queria se mudar para o Canadá por causa dos cachorros… fiquei em duvida se estavam se referindo aos quadrúpedes ou bípedes…. Foi bem divertido e pela primeira vez pudemos ver o que esta sendo feito com o lixo: os canadenses estão armazenando o lixo em casa, em suas garagens (porque a garagem serve para quase tudo, menos abrigar o carro); quando o volume está grande, eles levam para certos pontos de coleta, tudo ensacado, e algumas pessoas (que não descobri quem são) auxiliam no descarregar dos carros e armazenam os sacos em quadras, a céu aberto… so vendo para crer.

Sexta feira cedinho um pequeno grupo dos nossos alunos dirigiu-se para Montreal, Quebec e Ottawa. Hoje À noite saem mais alguns em outro grupo. Espero que se divirtam e aproveitem ao Maximo. Os que ficam (como eu) planejam descansar, zanzar pela cidade, quem sabe jogar um vôlei… na praia… isso mesmo, estamos com esse privilegio por aqui….

E assim foi-se mais uma semana…. A primeira, em concordância geral, passou realmente devagar… a segunda já voou…. Estamos na metade da nossa estada e continuamos aprendendo, visitando, adorando a experiência.

Professora Ângela Musskopf

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