UM PROJETO DE SOLIDARIEDADE A SERVIÇO DA VIDA
Veja aqui fotos do projeto
a) Justificativa
O compromisso com a solidariedade faz com que o Instituto de Educação Ivoti seja uma instituição de ensino compromissado com uma educação solidária e libertadora. Foi neste espírito que em 1984 foi criada uma disciplina optativa denominada “Práticas Comunitárias”, sob a coordenação do Professor Erno Wallauer. Essa modalidade de organização do serviço voluntário permite que os/as alunos/as se inscrevam na disciplina e junto com a coordenação definam as atividades a serem desenvolvidas no projeto. Com as Práticas Comunitárias a escola oportuniza aos jovens espaços de ação solidária em instituições sociais e educacionais da região, contribuindo na construção da justiça social, na valorização da vida e na constituição de uma sociedade menos violenta e mais amorosa.
As Práticas Comunitárias envolvem a ação direta nas instituições, aulas reflexivas (semanais) e divulgação dos resultados nas instituições onde o serviço voluntário é realizado, no próprio Instituto de Educação Ivoti, eventos locais e regionais, meios de comunicação em geral.
b) Público-alvo
O público-alvo das Práticas Comunitárias varia, a cada ano, de acordo com os dons e habilidades dos jovens e também de acordo com a realidade social circundante. Neste ano o trabalho abrange pessoas portadoras de deficiência, crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade social, crianças e jovens da rede municipal e estadual de ensino, crianças enfermas, idosos residentes em lares em Ivoti.
c) Objetivo das Praticas Comunitárias
Possibilitar aos/as aos alunos da 8ª série do Ensino Fundamental, do Curso Normal em nível médio e do Ensino Médio do Instituto de Educação Ivoti a participação social solidária, compromissada com a transformação de situações de vulnerabilidade social, promovendo o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade, religião e quaisquer outras formas de discriminação.
d) Propostas de ação
- Valorização do conhecimento, habilidades e do sentimento de solidariedade dos alunos da 8ª série, do Curso Normal em nível médio e do Ensino Médio do Instituto de Educação Ivoti, associado à reflexão sobre a ação social voluntária por eles desenvolvida;
- Melhoria da qualidade de vida das pessoas idosas, residentes em casas geriátricas;
- Acesso ao estudo da música (flauta e canto) a alunos de escola pública;
- Diminuição da tensão e do sofrimento das crianças hospitalizadas, incluindo campanha de arrecadação de brinquedos;
- Integração das pessoas com deficiência na comunidade;
- Inclusão social de crianças com dificuldades de aprendizagem;
- Integração entre alunos do Instituto de Educação Ivoti e jovens em situação de exclusão social;
- Incentivar o gosto pela leitura e a valorização das obras literárias;
- Integração entre alunos do Instituto de Educação Ivoti (alguns filhos de empresários) e crianças filhas de trabalhadores/as;
- Acesso a oficinas de artes cênicas em escola pública;
- Incentivo ao esporte no município.
e) Principais atividades desenvolvidas pelos/as alunos/as:
- Aulas de flauta (2 grupos);
- Oficina de teatro com alunos da rede pública de ensino;
- Visitação na pediatria, envolvendo dinâmicas (contar historia, brincadeiras)
- Auxílio no trabalho educativo com adolescentes portadores de necessidades especiais (marcenaria e oficinas de leitura na APAE/Ivoti);
- Visitação à geriatria do Hospital São José e da Clínica Geriátrica Pizzato;
- Atividades de apoio pedagógico a crianças com dificuldades de aprendizagem da primeira série do Ensino Fundamental na Escola Estadual Mathias Schutz;
- Hora do Conto na primeira série do Ensino Fundamental – Escola Estadual 19 de Outubro;
- Atividades esportivas no Projeto de inclusão social Cultivando as Flores da Adolescência – Ivoti (PCFAI) desenvolvido pelo Instituto de Educação Ivoti;
- Monitoria nas atividades esportivas do Projeto Educação, Cultura e Lazer (treinos para olimpíada municipal de Ivoti).
f) Período de ação:
01 hora e 30 minutos semanais de serviço voluntário nas instituições e uma hora aula de reflexão e estudo no Instituto de Educação Ivoti
g) Período de execução:
Março a Dezembro de cada ano
h) Depoimentos de alguns/as jovens, de pessoas e instituições parceiras sobre as Práticas Comunitárias em 2006:
“Acho importante as aulas de Práticas Comunitárias por que aprendemos sobre nossos direitos (direitos de adolescentes) e os direitos das crianças. As aulas são importantes por que compartilhamos nossas experiências e crescemos junto com o grupo.” Ligia Dressler
“As meninas que fazem Práticas Comunitárias são muito amorosas. Eu gosto quando elas vêm. Eu pedi que elas estudassem os versos de Castro Alves. Na festa elas leram a poesia Meus 8 anos de Casemiro de Abreu.” Jurema Agonês, 85 anos, Lar Geriátrico São José
“Eu acho muito importante o Projeto Práticas Comunitárias. É uma troca onde os jovens demonstram a valorização das pessoas idosas, descobrem quais são suas potencialidades, seus limites e dificuldades.” (Maili Spengler, Presidente do Conselho Municipal do Idoso de Ivoti)
“Eu gosto de vir para as aulas de flauta por que aprendo as notas musicais. “Eu ainda não tenho flauta”, disse chorando, “porque meus pais não puderam comprar. Eles tinham muitas contas para pagar”. (Alex, 4ª série, 10 anos, Escola Mathias Schutz)”
“Esta sendo ótimo a participação no Projeto Praticas Comunitárias. Mesmo com problemas, sejam físicos ou mentais, uma pessoa sempre tem algo para nos ensinar.” (Rafael Tornquist)
“A melhor ajuda para as pessoas deficientes e inserir elas na comunidade. Muitos pais tem vergonha de levar seus filhos para passear. Por isso é muito importante o contato com jovens de outras escolas. É uma forma de romper preconceitos” (Ademar Rauber, Coordenador Técnico da Marcenaria da APAE)
i) Coordenação das Praticas Comunitárias:
P. Carlito Gerber e Pa. Marli Brun
j) Parecer da coordenação das Práticas Comunitárias:
As Práticas Comunitárias oportunizam aos estudantes da 8ª serie, do Ensino Médio e do Curso Normal do Instituto de Educação Ivoti uma experiência com os mais diversos setores da sociedade que se propõem a cuidar do ser humano: creches, lares de passagem, lar de idosos, hospitais e escolas.
Realizando as Práticas Comunitárias os adolescentes descobrem que existe um apelo divino, portanto, evangélico, de se juntar aos que já estão cuidando de pessoas que necessitam de cuidado. Dito de outra forma, as Práticas Comunitárias não visam preencher um quesito curricular ou satisfazer uma necessidade pessoal, mas têm como fim fazer o bem como expressão ou testemunho de que todos nós somos cuidados por Deus e, como tal, somos co-responsáveis por esse cuidado.
Práticas Comunitárias é um projeto contínuo, que acontece o ano todo e em todos os anos, desde 1984. Mobiliza jovens a romper com seus receios e a refletir sobre a vida e a sustentabilidade do planeta. Na ação solidária os/as jovens se descobrem como cidadãos/ãs co-responsáveis pela vida digna de todas pessoas, compromissados com a construção de políticas públicas que promovem o desenvolvimento social e a preservação da vida.
Nas Práticas Comunitárias os jovens buscam descobrir quais são suas habilidades (dons) que precisam ser incrementadas e colocadas a serviço do próximo e também se lidam constantemente com suas resistências, seus medos e suas limitações. Sem dúvida uma boa oportunidade para crescer como pessoa!
Fonte: Pa. Marli Brun
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