Meditação da Semana
 
 

Semana da Pessoa com Deficiência

De 21 a 28 de Novembro celebramos a semana da pessoa com deficiência. Você conhece alguém que tem uma deficiência? Provavelmente sim, pois são milhões de pessoas no mundo que possuem um impedimento de ver, ouvir, andar, falar, pensar.

Eu tenho uma deficiência e lhes digo com toda a certeza: nós aprendemos a conviver com o nosso limite, com a nossa deficiência, mas é muito difícil conviver com os preconceitos e  com a discriminação daquelas pessoas que não têm uma deficiência.

Eu caminho com duas bengalas porque contraí paralisia infantil. Havia uma grande epidemia no mundo, de 1940 a 1960. Hoje a paralisia infantil é controlada na maioria dos países. Você, provavelmente, lembra das gotinhas na língua, que recebeu entre zero e cinco anos. Pois é, foi para proteger você da poliomielite, ou seja, da paralisia infantil.

Além de ser difícil conviver com preconceito, também é difícil conviver com um mundo cheio de escadas, calçadas ruins, falta de sinalização para quem é cego e muitas outras barreiras que impedem nossa vida de ser mais fácil.

O que as pessoas com deficiência desejam? Um mundo todo acessível, pois não só para elas a vida melhoraria, mas também para idosos, para mães que empurram carrinhos de bebês e gente com a perna temporariamente quebrada.

Nesta semana, pense qual é a sua responsabilidade para que o mundo possa ser um local onde todos possam se divertir, estudar, trabalhar e amar. 

Não permita que seus pais estacionem nas vagas para as pessoas com deficiência. Não desvie de alguém em cadeira de rodas ou cego, mas faça contato. Não queira ajudar nenhuma pessoa com deficiência sem antes perguntar se necessitam ajuda e qual tipo de ajuda, pois ajudar sem perguntar, pode causar um acidente.

Um dia eu estava descendo uma escadaria enorme, carregando uma bolsa pesada junto com a mão que segura a bengala. Um amigo, querendo ajudar, passou correndo e gritou para mim, puxando a bolsa da minha mão: deixa que eu  levo  a bolsa prá ti e saiu correndo com a bolsa. Atrás fui eu rolando escada a baixo.

Lá dentro do peito, os sentimentos são os mesmos, somos todos iguais. Não aprenda a descartar alguém só pela sua aparência diferente. Afinal, o que é normal mesmo?

Pastora Iára Müller
Faculdades EST
São Leopoldo

[ Equipe de desenvolvimento | Contato ]

Instituto de Educação Ivoti
Rua Pastor Ernesto Schlieper, 200 Ivoti - RS
CEP 93900-000 Tel. (51) 3563-8600
E-mail:
iei@iei.org.br