Um astronauta e um neurocirurgião se encontram. Essa é uma história conhecida. O astronauta diz: “-já andei pelo espaço, já vi a terra lá de cima e da lua e nunca encontrei Deus.”  O neurocirurgião responde: “- já operei tantos cérebros de pessoas inteligentes, brilhantes e nunca encontrei um pensamento.”

Não vemos o vento, não vemos os sentimentos de paixão, de amor ou ódio que nos movem. Não vemos muitas criaturas como vírus e bactérias que só bons microscópios conseguem nos mostrar.

Em alguns depositamos confiança de que existem, em outros não. Todos nos atingem de uma forma ou outra, a todos podemos sentir, mas alguns acreditamos que existam, outros não.

Podemos sentir a ação de uma grande paixão em nosso corpo, bem como de uma virose. Por que de Deus duvidamos? Um homem colocou Deus na justiça nos Estados Unidos. O processo não chegou à corte americana porque um juiz observou que Deus não poderia se defender.

A questão de ter fé não é simples. Embora, quem sinta fé, saiba exatamente do que estou falando. É também difícil assumir diante de outros que se acredita em Deus, pois não se pode provar sua existência como a existência de uma bactéria. É melhor não ser carola, careta, dizendo que acredita em Deus, pois para muitos é papo de crente, de gente sem pesquisa.

Não temo confessar que acredito num Deus que não pode ser provado com as tecnologias limitadas que o ser humano criou. Creio que devagar, passo a passo, a humanidade vai descobrir a imensidão desse Deus que não se  importa em ser mistério e sobre o qual a ciência humana, cada vez mais, se debruça para tentar compreender, pois já começa a reconhecer seus efeitos na vida das pessoas, assim como o do vento e como o da paixão que não vemos, mas sentimos.

Pa. Iária Müller
Pastora escolar no Colégio Sinodal
de São Leopoldo, RS

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